La Primera Noche De Una Señora

(ou o correspondente em espanhol para essa frase)


Digo logo, de antemão, que este texto não necessariamente será sobre sexo divertido, informativo ou superlativo, este texto sequer será útil para você passar seu tempo. Mas me deram a idéia de escrevê-lo, e, portanto, resolvi redigi-lo. Ou seja, fi-lo porque qui-lo.

Era um sábado a noite típico, todos animados, pilhados e loucos para bater de carro. Mas dois jovens se destacavam com a reclusão. Eu e meu irmão. Pra que beber, fumar, cheirar e injetar, ou mesmo apenas se divertir, quando se pode ouvir Smiths a noite toda enquanto navega pela Internet? Pelo menos é o meu pensamento, mas isso não vem ao caso, já que eu nem lembro se foi num sábado mesmo.

Voltando ao assunto, estávamos cá, cada um em seu respectivo eletrônico. Ele vendo as séries dele, eu vagando por sites pornográficos não-convencionais (seja lá o que isso venha a significar). Não se pergunte qual que ele via, ele vê tantas series, que eu acho que na verdade ele não vê nenhuma, ou algo do gênero. Se bem me recordo, eu procurava vídeos divertidos no redtube youtube, ou coisa do gênero.

Eis que, não satisfeito com a moleza, o marasmo, a monotonia, ou qualquer outra palavra similar que comece com a letra M, foi então que o acaso nos proporcionou o tema deste texto que vos escrevi, e que não é uma mulher: uma barata. Ê, legal, uma barata, e daí? Mas o problema surgiu quando percebemos que não era apenas uma barata: ela voava! Tá, muitas baratas voam, mas essa tinha o poder de desaparecer. Tá, todas as baratas tem o poder de sumir, mas o problema foi o lugar que ela se mostrou pela primeira vez: em cima do monitor do ser aleatório que assistia a seriados, e não era eu. Aí que tudo começa.

“Cara, tem uma barata em cima do meu monitor”, foi a primeira coisa que eu escutei ele falar a noite toda. Ou talvez não tenha sido, mas alimenta o drama, então ta bom. O que fazer? Quem chamar? Como fugir? E todas as outras perguntas normais que as pessoas pensam nesses momentos vieram a nossa cabeça. Mas, antes mesmo que pudéssemos raciocinar uma saída para o impasse, ela voou para trás da mesa. Puxar a mesa ou esperar ela sair de lá? Também não deu tempo de pensar na resposta, já que ela saiu voando rasante por entre nós dois e se acomodou na parede do outro lado do cômodo, em baixo do corrimão da escada.

Aquela era nossa chance de acabar de uma vez por todas com aquele monstro que aterroriza todas as donas de casa e seus respectivos filhos! Não, eu não me prontifiquei para ser o herói da história, mas aquele que faz DI sim. Afinal, para que eu me arriscaria a travar uma batalha com aquela coisa nojenta e grotesca tão medonho bicho? Deixe isso para os fracos e entediados. Eis que surge a excelente idéia: “vou usar o sapato para bater nela”. Pra que? Pense comigo, ele é idiota quase cego e tava cheio de medo. Conclusão, ele errou a sapatada na barata. Depois disso ela voou e se dispersou no ar, como um ninja que solta uma bomba de fumaça. E este é apenas o começo. Quer saber o fim da história? Fod Paciência.

CONTINUA…

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