Que fim levou a Sônia?

Chegamos ao final. Aqui, acaba tudo.

Antes, uma breve restrospectiva: no primeiro dia, levamos um susto e meu irmão errou o golpe, ela sumiu. No segundo dia, esperamos pela oportunidade certa, ela não chegou. A barata sumiu, de novo. Na primeira parte do terceiro dia, ela voltou, dessa vez mais ousada, em cima do monitor da minha irmã! Quando tive a oportunidade, errei. E agora?

Continuemos de onde paramos: fugida, só nos restou observar para onde ela ia. E para onde ela foi? Excelente pergunta. A última vez que a vimos, ela estava do lado da porta da varanda, então, meu irmão tentou matá-la mais uma vez. Adivinhem? Errou. Foi aí que surgiu o problema, mais um, aliás. Ela novamente se desintegrou no espaço e tempo. Interrompo a história para situar-lhes: Enquanto tudo isso acontecia, gritos incessantes de “MATA! MATA! MATA! MATA!” vinham do outro lado do cômodo, adivinha ditos por quem? Ela mesma. Mas não era apenas isso. Do andar debaixo, vinham RISADAS da nossa situação. Pois é, aquela que nos carregou por 6 7 8 9 meses, e que deveria ter subido para nos ajudar, estava rindo de nossa incapacidade de se livrar de um animal cascudo grotesco e que pesa menos que uma criança da Etiópia um estojo com canetas e lápis.

Acalmados os ânimos, olhamos em volta. Embaixo do sofá, entre os cabos dos computadores, no teto, na escada, nas paredes, na privada dentro do violão, na lixeira e em vários outros lugares que não me recordo agora. Nada. Nada, nada, nada mesmo. Foi então, que tive a genial idéia de buscar uma lanterna, detalhe: essa foi a reviravolta da história ou não. Buscada, em nossa posse, a iluminadora de ambientes foi a responsável pelo reencontro com nossa diva, bruxa inimiga, anti-heroína, Sônia. Estava ela, calmamente pousada no chão, no canto da varanda, como se fosse fodon a tal. E talvez seja, afinal, dois seres humanos com mais de 70 quilos cada, não conseguiram matá-la em três dias de combate, mas isso não vem ao caso.

Encontrada a dita cuja, abrimos a porta da varanda. Aquele que tem 20 anos se prontificou para aniquilá-la, mais um vez. Agora, lembram de como ele tentou matá-la da primeira vez? Lá no primeiro dia? Não? Vale uma relida do texto então. Mas enfim, dessa vez foi pior ainda. Se na primeira tentativa ele só errou a sapatada, nesta chance, ele experimentou ARREMESSAR o chinelo. Que imbecil Quem diabos tenta matar uma barata arremessando um chinelo? Ele tentou. Adivinhem? Errou! A essa altura já estava 4 a 0 para a Rute, só para efeito de controle de conta.

Mais genial do que a falha tentativa de Sir T-egg, foi sua reação a ela. Obviamente quando se viu ameaçada novamente, Sônia coeçou a andar desenfreadamente pela varanda, oportunamente se dirigindo para a porta dela, ou seja, entraria novamente na nossa casa! E o doutor que havia causado o alvoriço, ao invés de fechar a porta, se postou nela, sem reação. “FECHA A PORTA!”, esbravejei eu. Ufa, conseguimos fechar antes que ela entrasse, de novo.

Todos tranqüilizados, fomos a mais uma tentativa, e dessa vez, quem deveria tomar a dianteira era eu. Medo? Tensão? Que nada, sou peidão medroso destemido. Agarrei com força o All-Star, do meu irmão, obviamente, e abri a porta da varanda. Como um Lorde cavalheiro nobre e medieval, adentrei ao campo de batalha. Avistei o alvo e foquei meu objetivo, conforme manda todo livro de auto-ajuda. Aquele era o momento, era aquela a hora, dali ela não poderia sair. Ergui minha arma como ergo um copo de cerveja e cravei como um machado no chão. Errei.

Agora, ela corre loucamente pela varanda, até se virar para mim e correr em minha direção. A morte se aproxima. Mas para quem? Para o mero estudante de 18 anos que tem um tênis como arma poderosa ou para o indestrutível bichinho que tem o poder de sumir quando precisa? Segundos preciosos se passam enquanto eu penso o que fazer. Ela olha em meus olhos, e a cada passo, cresce a minha frente. É agora, tem que ser. Porque não seria? Fé em deus Vamos em frente, você consegue! Me posicionei, pé apoiado, punho erguido, ela se aproxima, desci a nova sapatilha como uma pedra no chão. Consegui?

Errei Acertei! Consegui! A glória foi atingida! Legiões iriam clamar e gritar pelo meu nome! Serei eleito presidente! Ok, eu não pensei nada disso, só pensei “ufa, consegui”. Sônia, Rute, Tonico, Rui, ou qualquer outro nome que queiram dar, não importa mais. Está morta, no inferno ao lado do todo poderoso Demo Deus, ou não.

Gostou? Não gostou?

Elogie! Sente a porrada o pau no post!

Faça o que bem entender, mas nos comentários, por favor.

2 Respostas para “Que fim levou a Sônia?

  1. Matar barata com arremesso de chinelo é a maneira mais comum aqui no nordeste… kkk

  2. Rêgo…

    Você é o cara…

    agora abre uma detetizadora =D
    só não chama o arremessador de chinelo, hahaha

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